Escrevo aqui do Cerrado, centro do Brasil.
Em volta tenho 3 gatos, sendo que a mais velha, Belinha, teima em demonstrar seu descontentamento com minha atenção para a tela do computador.
Entre pulos, sobressaltos e cabeçadas dizem claramente quem manda na casa, obviamente, essa pessoa não sou eu.
Ali fora temos um chapadão, que às vezes é tomado por neblina.
Temos também um cachorro que insiste em convencer-nos que ele é nosso, tenta entrar pelos buracos da cerca, chora, se enrosca e não saí dali. A certeza dele é tanta que fica horas olhando aqui pra nossa casa, com um olhar dócil e incrivelmente terno. Em alguns momentos ele desaparece e receio que tenha lhe acontecido algum mal, mas quando ele reaparece sinto um misto de alegria e desespero... penso que nossa família já está sobrecarregada de demandas e não sei se daríamos conta de mais um apego, um afeto.
Ah... confesso, quando ele some prometo: “se ele voltar, vai se somar a nós”. E nisso o tempo passa...
Brasília, 04 de março de 2015.

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