quinta-feira, 5 de março de 2015

Cinco de Março

Hoje seria o dia do aniversário de minha vó, pisciana como eu. Incrivelmente, esta data marca, além do nascimento de alguém que tanto amei, as realizações de alguns desejos. Associo tais lembranças a ela, Dona Zoraíde. Isso porque, sempre quando eu precisava resolver alguma questão que me era cara eu ligava para minha vó e pedia que ela rezasse por mim. Sempre tive a certeza que no campo espiritual a fé dela era muito mais forte que a minha e de fato era infalível, era pedir pra vó uma reza que as coisas se realizavam. Infelizmente hoje não tenho mais como ligar para ela, isso me fez seguir alguns caminhos em busca de minha própria fé. Dos ensinamentos de minha vó, mulher de muita fibra e à frente do seu tempo, ficou: “minha filha, tome muito cuidado com o que você pede, elas sempre podem se realizar”.
Pembelê, Dona Zoraíde!


Brasília, 05 de março de 2015.

Foto de Mariana Raphael

Casa pequenina...

Escrevo aqui do Cerrado, centro do Brasil. 
Em volta tenho 3 gatos, sendo que a mais velha, Belinha, teima em demonstrar seu descontentamento com minha atenção para a tela do computador. Entre pulos, sobressaltos e cabeçadas dizem claramente quem manda na casa, obviamente, essa pessoa não sou eu. Ali fora temos um chapadão, que às vezes é tomado por neblina. 
Temos também um cachorro que insiste em convencer-nos que ele é nosso, tenta entrar pelos buracos da cerca, chora, se enrosca e não saí dali. A certeza dele é tanta que fica horas olhando aqui pra nossa casa, com um olhar dócil e incrivelmente terno. Em alguns momentos ele desaparece e receio que tenha lhe acontecido algum mal, mas quando ele reaparece sinto um misto de alegria e desespero... penso que nossa família já está sobrecarregada de demandas e não sei se daríamos conta de mais um apego, um afeto. 
Ah... confesso, quando ele some prometo: “se ele voltar, vai se somar a nós”. E nisso o tempo passa...


Brasília, 04 de março de 2015.